este blogue anda a precisar de fotos, mas ultimamente só consigo pensar em palavras.
"Triste não é mudar de ideias. Triste é não ter ideias para mudar!" (Francis Bacon)
quantos indecisos andam agora por aqui
Wednesday, March 21, 2012
Monday, March 19, 2012
limites
testar os limites da criatividade é escrever milhentos textos sobre os mesmos produtos, em que a única coisa que muda é a cidade, e não repetir argumentos. acho que tenho de comprar um bom dicionário de sinónimos.
Wednesday, March 14, 2012
paradoxos vii
já paravam de dizer que a solução para a crise é o trabalho quando não há trabalho para toda a gente que quer trabalhar.
felizes aniversários
três anos, no meu caso, são trinta e seis meses ou mil e noventa e seis dias ou vinte e seis mil trezentas e quatro horas de: companhia, felicidade, lamechice e muitos momentos bons. três anos foi o tempo em que consegui que certa pessoa me aturasse para além da amizade. no meu caso, parece que o amor é um campo em que o azar não entra. muitos anos, muitos meses, muitos dias e muitas horas estão por vir.
Friday, March 09, 2012
paradoxos vi
se há coisa de que gosto é de ver filmes de terror e filmes de acção, dos modernos, com efeitos especiais e movimentos de câmara estonteantes com uma banda sonora a acompanhar. por outro lado, tenho um soft spot relativamente a clássicos, seja em que suporte for [claro que em livro é sempre melhor]: estórias de épocas em que o óbvio não era óbvio, em que um pulso significava pele suficiente para se mostrar ao sexo oposto, em que o ruborescer das maçãs do rosto era maquilhagem suficiente para tornar uma mulher bonita, em que as cartas eram, elas próprias, estórias de encantar.
Jane Eyre é uma das minhas heroínas da literatura preferidas, talvez porque haja nela algo com que me revejo. também gosto de Catherine Earnshaw; tal como as suas autoras são irmãs, as irmãs Brontë na vida real, ou Bell no mundo da literatura, também Jane e Catherine podiam ser, sob aquela forma de características opostas que os irmãos, não raras vezes, apresentam.
o filme Jane Eyre, de Cary Fukunaga, lembrou-me o gosto pelo gótico, pela aura melancólica com que as estórias de época decorrem, pelos diálogos mais elaborados que requerem um certo esforço de concentração que não é necessário nos filmes modernos e especialmente o gosto pelo não-óbvio.
o livro, lembro-me, manteve-me acordada pela madrugada, presa às palavras e presa às páginas; o filme, este que vi, era suposto ser dividido em partes, porque não quis deixar que acabasse de uma assentada só. entretanto perdi-me na estória e esqueci-me do tempo, que são os dois principais poderes que os enredos mais brilhantes têm sobre nós.
pode ser que amanhã veja um filme de acção, com efeitos especiais e movimentos de câmara; no entanto, as estórias desses filmes vão-se perdendo, excepto com as semelhanças que as películas do género invariavelmente partilham umas com as outras e que fazem com que nos lembremos de certos pormenores. por outro lado, os clássicos serão sempre imortais e perdurarão na memória.
pode ser que amanhã veja um filme de acção, com efeitos especiais e movimentos de câmara; no entanto, as estórias desses filmes vão-se perdendo, excepto com as semelhanças que as películas do género invariavelmente partilham umas com as outras e que fazem com que nos lembremos de certos pormenores. por outro lado, os clássicos serão sempre imortais e perdurarão na memória.
paradoxos v
no aniversário recebi um ovo kinder, com uma surpresa personalizada. no dia internacional da mulher recebo gomas. afinal os homens conhecem bem as mulheres.
Thursday, March 08, 2012
paradoxos iv
nunca "economia" foi um termo tão errado para definir o sistema financeiro que o mundo moderno vive: "economia" é o oposto de desperdício: é impossível viver sem desperdício numa sociedade que vive do consumismo: a "economia" de que se fala mistura-se com o sistema político e social: a "economia" não lida com cidadãos, lida com consumistas: "economia" é o oposto de sustentabilidade: "economia" não significa felicidade, ainda que a principal forma de medir a eficiência de um país seja o desenvolvimento da sua "economia" e da sua riqueza.
Wednesday, March 07, 2012
todos os dias
algumas efemérides só são criadas para podermos dizer que todos os dias deviam ser dias de tal efeméride. por exemplo: não raras vezes se ouve dizer que o dia da mulher devia ser todos os dias, que o dia dos namorados devia ser todos os dias, que o natal devia ser todos os dias, que os dias do pai e da mãe deviam ser todos os dias e por aí fora.
todos os dias deviam ser efemérides.
ou então acabavam-se as efemérides de uma vez por todas.
vizinhança
viver num prédio significa viver em comunidade mesmo que não se queira: quando um vizinho é dono de um cão, os moradores dos apartamentos limítrofes também são donos de um cão; quando um casal de vizinhos tem filhos, os moradores das redondezas também têm filhos. há, no entanto, uma diferença: os pobres dos moradores são apenas donos ou pais no que toca às características mais desagradáveis das criaturas dos seus vizinhos, seja o ruído, seja o odor.
há pessoas que não sabem viver assim, em convivência: por exemplo, se estou de saltos altos ou tenho nos pézinhos qualquer calçado que provoque barulho, descalço-me à porta, para que os meus queridos vizinhos do andar de baixo não tenham de ouvir Molière. não creio que os meus vizinhos de cima (já por aqui passaram alguns) tivessem a mesma consideração e eu muitas vezes pergunto-me se as minhas vizinhas têm gosto por andar de saltos dentro de casa; quando eu era pequena e os berlindes estavam na moda eu gostava de treinar em casa, mas os meus pais repreendiam-me e eu parava (o mesmo acontecia quando desatava a brincar com uma bola de ténis). os meus últimos vizinhos de cima parecem gostar do som de berlindes a cair no chão, a julgar pelo "toc toc toc" que ouvia constantemente em horário nobre e pós-nobre.
quanto aos cães, passando a questão do senso-comum que é ter um cão (grande) num apartamento (o meu vizinho do andar de cima, mas do lado oposto), quanto mais dois (os meus vizinhos de baixo), eu pergunto: que razões levam as pessoas a tornarem-se donas de um animal de estimação se são desprovidas de estima para com os animais? isto porque eu não entendo por que carga de água as pessoas decidem ter um cão ou dois quando sabem que não têm um horário desafogado para lhes fazer companhia e levá-los a passear ou têm um quintal onde os animais possam andar livremente, independentemente do seu tamanho.
estando em casa um dia inteiro oiço o ganir e o ladrar dos dois cães dos vizinhos do andar de baixo (que nem sequer têm uma varanda) e noite-posta oiço o ladrar do cão do andar de cima que é fechado na varanda com a janela aberta.
para além disso, os vizinhos dos restantes prédios das redondezas que também são donos de cães adoram passeá-los bem junto aos canteiros dos prédios e criar verdadeiros museus de dejectos. se calhar é porque os sacos de plásticos agora não são gratuitos na maioria dos supermercados.
Tuesday, March 06, 2012
Monday, March 05, 2012
à falta de assunto... v
alguém chegou até ao meu blogue através da pesquisa "eu não sou convencida".
não sou não.
não sou não.
Friday, March 02, 2012
à falta de assunto... iv
alguém chegou até ao meu blogue através da pesquisa "morangos má disposição".
competência
“Whatever you are, be a good one.” Abraham Lincoln
eu acho que até sou uma desempregada competente.
Subscribe to:
Posts (Atom)