e se disser que a primeira coisa em que reparei foram uns olhos âmbar? pois, foi assim que começou. ainda não eram duas da tarde e eu enfrentava o frio desconfortável que se instalou, com o cachecol quase a chegar ao nariz e as mãos petrificadas dentro dos bolsos. provavelmente ia a pensar no quão miserável estava a ser o dia ou algo do género. não me lembro do caminho desde que saí de casa até que a vi, mas sei que quando isso aconteceu reprimi a pressa e fui-me aproximando devagar. quando estendi a mão, pensei que se fosse desviar. antes pelo contrário, aconchegou o focinho húmido e miou em aprovação ao primeiro contacto. daí até pegá-la ao colo e enfiá-la dentro do casaco foi menos de um segundo.
começou então a demanda. quem és, porque estás aqui, de onde és? pois. tão limpa e bem alimentada deves ter dono. então toca de subir as escadas e ir passando pelos prédios. ela pareceu reconhecer um. comecei a tocar em todos os andares a perguntar se alguém tinha perdido uma gata. dos sete andares, havia pelo menos um gato andar sim, andar não. apareceu um menino, por coincidência alérgico a gatos, que me fez companhia e me disse que ia pedir à mãe para ficar com ela. tão querido.
começou então a demanda. quem és, porque estás aqui, de onde és? pois. tão limpa e bem alimentada deves ter dono. então toca de subir as escadas e ir passando pelos prédios. ela pareceu reconhecer um. comecei a tocar em todos os andares a perguntar se alguém tinha perdido uma gata. dos sete andares, havia pelo menos um gato andar sim, andar não. apareceu um menino, por coincidência alérgico a gatos, que me fez companhia e me disse que ia pedir à mãe para ficar com ela. tão querido.
a loja de animais ali tão perto abria às três. a florista, que costuma acolher gatos e que à conta disso criou uma associação idem. esperei. fui até casa, pela janela mostrei à minha mãe o pequeno tesouro, ela quis ficar com ele, mas depois disse que era melhor não, eu também o disse, que ainda guardo na memória os doze anos em que vivi na companhia de uma gatinha, e fui passeando com ela. depois voltei à florista e os seus três gatos. o que se chamava chocolate era feio. olhos tortos para dentro, os caninos de fora e um tamanho sobrenatural. quis acolher a gata, mas ela mostrou-se desconfiada. a florista pegou numa alcova, em tigelas com comida e água e numa caixa com areia e instalou-a.
eu lá a deixei, mas antes disso tive tempo de a transformar em modelo fotográfico. fiquei-me com o conforto de a saber protegida e com um tecto, apesar da terrível vontade de a tornar minha. espero que o(s) dono(s) não lhe sintam a falta por muito tempo.
eu lá a deixei, mas antes disso tive tempo de a transformar em modelo fotográfico. fiquei-me com o conforto de a saber protegida e com um tecto, apesar da terrível vontade de a tornar minha. espero que o(s) dono(s) não lhe sintam a falta por muito tempo.
"happiness is a sad song..."






3 comments:
Não acredito que não ficaste com essa bolinha de pêlo tão fofa!!! O.O
Tão linda!!! Eu não me metia nisso, ainda mais olhando para a gata e vendo-a tão bem tratada.
Nunca mais me esqueço de duas odisseias que tive quando tinha 11 e 12 anos. Vi cachorros abandonados na rua, prontos a serem atropelados, eu e um amigo pegamos neles e andamos de porta em porta a ver quem queria adoptar um cão, lol. A um levei-o para casa, telefonei para o trabalho da minha mãe a perguntar se podíamos ficar com ele e ela quase que me batia via telefone.
Fomos então, nos dois casos, bater à porta de clínicas veterinárias. Nenhuma delas se interessou pelo caso. Numa delas ainda me disseram: "Ah, se fosse de raça ficávamos com ele". Muito obrigada...
No primeiro caso conseguimos que uma família adopta-se o cachorro, na outra tive de voltar a abandoná-lo no mesmo sítio, com muita tristeza...
Espero que a gata já tenha encontrado /reencontrado o lar!
awww Sarita =/
a gatita já encontrou um lar ^^
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